domingo, 16 de agosto de 2015

BEM-FEITO, BENFEITO ou BEM FEITO?

A língua portuguesa é muito rica e pode nos deixar, muitas vezes, com dúvidas. Esta, especialmente, sobre emprego do hífen, tiraremos aqui.

BEM-FEITO é adjetivo, derivado de bem-fazer e significa fazer com esmero.
"Faça seu trabalho bem-feito"

BENFEITO é substantivo, derivado de benfazer e significa fazer o bem, fazer caridade. O antônimo de malfeito e sinônimo de benefício, benfeitoria.
"O benfeito de Chico Xavier é de um valor sem-igual"

BEM FEITO será separado quando bem for advérbio e puder ser removido da frase sem prejuízo sintático.
"O serviço foi bem feito por Mariana" ou
"O serviço foi feito por Mariana"

BEM FEITO também pode ser usado como interjeição.
"Ela fez besteira e não viajou. Bem feito!"


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

CONJUNÇÃO

Conjunções são vocábulos que relacionam duas orações ou dois termos semelhantes da mesma oração. Quando não há dependência entre as orações, diz-se que as conjunções são coordenativas: relacionam termos ou orações de mesma função sintática. Quando há dependência, ou seja, quando uma determina ou completa o sentido da outra, diz-se que elas são subordinativas.

As conjunções, portanto, dividem-se em coordenativas e subordinativas.


CONJUNÇÕES COORDENATIVAS

1. ADITIVAS
Servem para ligar dois termos ou duas orações de idêntica função. São conjunções aditivas: e, nem, mas também, mas ainda, senão também, como também, bem como.
Os livros não só instruem, mas também divertem.
Leonor voltou-se e desfaleceu.

2. ADVERSATIVAS
Ligam dois termos ou duas orações de igual função, acrescentando-lhes, porém, uma ideia de contraste, oposição. São conjunções adversativas: mas, porém, todavia, contudo, entretanto, senão, ao passo que, antes (= pelo contrário), no entanto, não obstante, apesar disso, em todo caso.
O exército do rei parecia invencível, não obstante foi derrotado.
Apetece cantar, mas ninguém canta.

3. ALTERNATIVAS
Ligam dois termos ou orações de sentido distinto, indicando que, ao cumprir-se um fato, o outro não se cumpre. São conjunções alternativas: ou, ou...ou, ora...ora, já...já, quer...quer, etc.
Os sequestradores deviam render-se ou seriam mortos.
Ora lia, ora fingia ler para impressionar aos demais passageiros.

4. CONCLUSIVAS
Servem para ligar à anterior uma oração que exprime conclusão. São conjunções conclusivas: logo, portanto, por conseguinte, pois (posposto ao verbo), por isso.
O mal é irremediável; deves, pois, conformar-te.
Nas duas frases a experiência é a mesma. Na primeira não instrui, logo prejudica.

5. EXPLICATIVAS
Ligam duas orações, a segunda das quais justifica a ideia contida na primeira. São conjunções explicativas: que, porque, porquanto, pois (anteposto ao verbo).
Não solte balões, que podem causar incêndios.
Dorme cá, pois quero mostrar-lhe as minhas fazendas.


OBSERVAÇÃO:
A conjunção e pode apresentar-se com sentido adversativo:

Sofrem duras privações e [= mas] não se queixam.
Tanto tenho aprendido e não sei nada.

CONJUNÇÕES SUBORDINATIVAS

1. CAUSAIS
Introduzem orações que exprimem causa: porque, que, pois, como, porquanto, visto que, visto como, já que, uma vez que, desde que, pois que, por isso que.
O tambor soa porque é oco.
Como as pernas trôpegas exigiam repouso, descia raro à cidade.

2. COMPARATIVAS
Introduzem orações que representam o segundo elemento de uma comparação: como, (tal) qual, tal e qual, assim como, (tal) como, (tão ou tanto) como, (mais) que ou do que, (menos) que  ou do  que, (tanto) quanto, que nem, feito (=como, do mesmo modo que), o mesmo que (=como), (maior) que  ou do  que, (menor) que  ou do  que, (melhor) que  ou do  que, (pior) que  ou do  que, bem como, como se.
Os pedestres se cruzavam pelas ruas que nem formigas apressadas.
Mais do que as palavras, falavam os fatos.

3. CONCESSIVAS
Iniciam orações que exprimem um fato que  se concede, que se admite, em oposição a outro: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que , ainda quando, mesmo quando, posto que, por mais que, por muito que, por menos que, se bem que, em que (pese), nem que, dado que, sem que (=embora não), bem que.
Beba, nem que seja um pouco.
Nem que a matassem, confessava.

4. CONDICIONAIS
Iniciam orações que exprimem condição ou hipótese: se, caso, contatnto  que, desde que, salvo se, sem que (=se não), a não ser que, a menos que, dado que.
Comprarei o quadro, desde que não seja caro.
- A entrevista ficou marcada para as quatro da tarde, caso você não prefira ir à noite.

5. CONFORMATIVAS
Indicam conformidade  de um fato com outro: como, conforme, segundo, consoante.
As coisas não são como (ou conforme) dizem.
Cada um tinha razão levando a vida consoante a criação da sua alma.

6. CONSECUTIVAS
Iniciam orações que exprimem consequência: que (precedido dos termos intensivos tal, tão, tanto, tamanho, às vezes subentendidos), de  sorte que, de modo que, de forma que, de maneira  que, sem que, que (não).
Não podem ver um cachorro na rua sem que o persigam.
Foi tão rápida a saída que jandira achou graça.

7. FINAIS
Iniciam orações que exprimem finalidade: para  que, a fim de que, que (= para que), porque.
Falei-lhe com bons termos, a fim de que não se afendesse.
Não bastava a sua boa vontade para que tudo se arranjasse.

8. PROPORCIONAIS
Iniciam orações que exprimem proporcionalidade: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais...(tanto mais), quanto mais...(tanto menos), quanto menos...(tanto mais), quanto mais...(mais), (tanto)...quanto, enquanto, quanto mais...(menos), quanto menos...(mais).
Quanto mais as cidades crescem, mais problemas vão  tendo.
À medida que avançavam, iam penetrando no coração da trovoada.

9. TEMPORAIS
Introduzem orações que exprimem tempo: quando, enquanto, logo  que, mal (= logo que), sempre que, assim que, desde que, depois que, até que, agora  que, ao mesmo tempo  que, toda vez que, antes que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, que (desde que).
Desde  que o mundo existe, sempre houve guerras.
Sempre que posso, vou onde as recordações me chamam.

10. INTEGRANTES
Introduzem orações que funcionam como substantivos: que, se.
Pedi-lhe que me desculpasse. (Pedi-lhe desculpas)
Não sei, sequer, se me viste, não vou jurar que me vias..

domingo, 2 de setembro de 2012

ELEMENTOS DE COESÃO E COERÊNCIA


Um texto é um conjunto harmônico de elementos, associados entre si por processos de coordenação ou subordinação. No meio de toda essa harmonia, estão os conectores, que devem fazer, corretamente, a junção entre as orações dos períodos de um parágrafo. Estes conectores são chamados de elementos de coesão, responsáveis por tornar o texto (conjunto de parágrafos) inteligível. Se a ligação entre as partes deste texto não for bem-feita, o sentido lógico será prejudicado. Observem a frase a seguir: 

Joana estudou muito, mas passou.

Este período composto pelas orações: Joana estudou muito e Joana passou, não está coerente, pois o conectivo encontrado entre elas dá ideia de oposição, contrariedade, mas não foi isso que ocorreu. Para que haja coerência aqui, deveria se usar um conectivo com ideia de consequência, por exemplo: 

Joana estudou tanto que passou.

Como as partes do texto não estavam devidamente ligadas, diz-se que faltou coesão textual. Consequentemente, o trecho ficou sem coerência, ou seja, sem sentido lógico.

CONECTORES

Toda palavra ou expressão que se refere a coisas passadas no texto, ou mesmo as que ainda virão, são elementos conectores. Os termos a que eles se referem podem ser chamdos de referentes. Muita atenção, pois, com os conectores. Eis os mais importantes:

1) Pronomes pessoais retos ou oblíquos
Meu filho está na escola. Ele tem uma prova hoje.
Ele = meu filho (referente)
Carlos trouxe o memorando e o entregou ao chefe.
o = memorando (referente)

2) Pronomes possessivos
Pedro, chegou a sua maior oportunidade.
sua = Pedro (de Pedro)

3) Pronomes demonstrativos
a) O filho está demorando, e isso preocupa a mãe.
isso = O filho está demorando
b) Isto preocupa a mãe: o filho está demorando.
Isto = o filho está demorando

Parecidos, não é mesmo? A diferença é que isso (esse, esses, essa, essas) é usado para fazer referência ao que já foi dito no texto (ANÁFORA). Isto (este, estes, esta, estas) refere-se ao que ainda será dito no texto (CATÁFORA).

ANÁFORA = Elemento que se refere ao que já foi dito
CATÁFORA = Elemento que se refere ao que ainda será dito

c) O homem e a mulher estavam sorrindo. Aquele porque foi promovido; esta por ter recebido um presente.
Aquele = homem
esta = mulher

A palavra aquele refere-se ao termo mais afastado (homem), enquanto esta, ao mais próximo (mulher).

4) Pronomes indefinidos
Naquela época, os homens, as mulheres, as crianças, todos acreditavam na vitória.
todos = homens, mulheres, crianças

5) Pronomes relativos
Havia ali pessoas que me ajudavam
que = pessoas

6) Pronomes interrogativos
Quem será responsabilizado? O rapaz do almoxarifado por não ter conferido os materiais.
Quem = rapaz do almoxarifado

7) Substantivos
José e Helena chegaram de férias. Crianças ainda, não entendem o que aconteceu com o professor.
Crianças = José e Helena

8) Advérbios
A faculdade ensinou-o a viver. se tornou um homem.
Lá = faculdade

9) Preposições
As preposições não possuem referentes no texto. Simplesmente estabelecem vínculos.
Preciso de ajuda
Morreu de frio

Nas duas frases, a preposição liga um verbo a um substantivo. Na primeira, em que introduz um objeto indireto, ela é destituída de significado. Diz-se que tem apenas valor relacional. Na segunda, em que introduz um adjunto adverbial, ela possui valor semântico ou nocional, uma vez que a expressão que ela inicia tem um valor de causa.

10) Conjunções e locuções conjuntivas
É sumamente importante para a interpretação e a compreensão de textos o conhecimento das conjunções e locuções correspondentes.

sábado, 24 de dezembro de 2011

ANÁLISE DE ORAÇÕES

O objetivo deste artigo é fazer o concurseiro relembrar os diversos assuntos vistos neste blog. E isso será feito pela análise de orações. Será explorado todo tipo de assunto, de acordo com as orações apresentadas. Qualquer dúvida, voltem a eles neste blog para esclarecimentos.

ORAÇÃO 1 
Este aluno obteve ontem uma boa nota.

ANÁLISE: 
Frase composta de uma oração, portanto de período simples.
Sujeito simples: Este aluno
Este é adjunto adnominal
Aluno é o núcleo do sujeito
Gramaticalmente, este é pronome demonstrativo e aluno é substantivo.

Predicado: obteve ontem uma boa nota.
Verbo transitivo direto: obteve (transitivo direto porque é ligado ao seu complemento de forma direta, sem auxílio de uma preposição)
Adjunto adverbial de tempo: ontem
Objeto direto: uma boa nota
Uma e boa são adjuntos adnominais
Gramaticalmente, obteve é verbo (3a pessoa), ontem é advérbio de tempo, uma é artigo indefinido, boa é adjetivo e nota é substantivo.

Não há pontuação porque a frase está toda na ordem direta.


ORAÇÃO 2
O homem que mente sente, normalmente, dor na consciência. 

ANÁLISE:
Frase composta de duas orações, portanto de período composto.
Oração principal: O homem sente, normalmente, dor na consciência.
Oração subordinada adjetiva restritiva: que mente

ORAÇÃO PRINCIPAL:
Sujeito simples: O homem
Núcleo do sujeito: homem
Adjunto adnominal: O
Gramaticalmente, o é artigo definido e homem é substantivo

Predicado: sente, normalmente, dor na consciência
Verbo transitivo direto: sente (3a pessoa do singular do presente do indicativo do verbo sentir)
Adjunto adverbial de modo: normalmente
Objeto direto: dor
Adjunto adverbial de lugar: na consciência
Gramaticalmente, sente é verbo (3a), normalmente é advérbio de modo, dor é substantivo abstrato, na é a contração da preposição em + artigo definido feminino a e consciência é substantivo que leva acento porque é palavra paroxítona terminada em ditongo.

Há vírgulas separando normalmente por que é um termo deslocado, fora de ordem.

ORAÇÃO SUBORDINADA:
Ela é subordinada, pois depende da oração principal.
Ela é adjetiva, porque faz a função de um adjetivo: mentiroso
Substituindo: O homem mentiroso sente, normalmente, dor na consciência.
Ela é restritiva, porque não está separada por vírgulas, esclarecendo que não são todos os homens que mentem. Há aqui uma restrição.

CURIOSIDADE-1: As orações subordinadas adjetivas que são separadas por vírgulas são chamadas de Orações subordinadas adjetivas explicativas.
CURIOSIDADE-2: As orações subordinas adjetivas são iniciadas por pronomes relativos.

Sujeito simples: que (refere-se a homem, ou seja, o homem mente)
Predicado: mente (Verbo intransitivo, pois não precisa de complemento)
Gramaticalmente, o que é pronome relativo e mente é verbo na 3a pessoa do singular do presente do indicativo.


ORAÇÃO 3
Comprei a consciência de que sou homem de coragem

ANÁLISE:
Frase composta por duas orações (2 verbos), portanto de período composto.

Oração principal: Comprei a consciência
Oração subordinada substantiva completiva nominal: de que sou homem de coragem (Comprei a consciência DISSO)

ORAÇÃO PRINCIPAL
Sujeito oculto: Eu

Predicado: Comprei a consciência (predicado verbal)
Verbo transitivo direto: comprei (1a pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo comprar)
Objeto direto: a consciência (gramaticalmente, consciência é substantivo e acentua-se por ser paroxítona terminada em ditongo)

ORAÇÃO SUBORDINADA:
Sujeito oculto: Eu

Predicativo do sujeito: homem de coragem (gramaticalmente, homem e coragem são substantivos)
Adjunto adnominal: de coragem (locução adjetiva)
Predicado nominal: sou homem de coragem (verbo de ligação + predicativo do sujeito)

Sentiu alguma dificuldade nessas análises?
Gostou da abordagem?
Quer ver mais orações analisadas? Deixe um comentário.

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

EMPREGO DO QUE

É importante saber diferenciar as diversas funções da palavra QUE nas orações, principalmente quando é pronome relativo, muito cobrado em concursos. Para ver questões sobre isso, pesquise, por exemplo, sobre pronome relativo em português na prática.

PRONOME RELATIVO
Quando o QUE pode ser substituído por O QUAL, A QUAL, OS QUAIS, AS QUAIS. Representa uma função sintática qualquer e inicia oração subordinada adjetiva em duas variações: restritiva ou explicativa. (Assunto bastante difundido neste blog).

1) O pássaro que pousou naquele galho está ferido (O que é pronome relativo)

Análise:
O pássaro está ferido = Oração principal
que pousou naquele galho = Oração subordinada adjetiva restritiva, ou seja, não são todos os pássaros. É apenas o que pousou naquele galho.
Função sintática do "que": sujeito. (que = pássaro)
que pousou naquele galho = O pássaro pousou naquele galho

2) A rosa, que é perfumada, enfeita o mundo (O que é pronome relativo)

Análise:
A rosa enfeita o mundo = Oração principal
que é perfumada = Oração subordinada adjetiva explicativa, ou seja, todas as rosas são perfumadas. Está se explicando que as rosas têm um perfume.
Função sintática do "que": sujeito. (que = rosa)
que é perfumada = A rosa é perfumada

PRONOME INTERROGATIVO
Usado numa frase interrogativa direta ou indireta. Tem função sintática.

Que desejas aqui? (que = objeto direto)

PRONOME INDEFINIDO
Em frases exclamativas, sempre unido a um substantivo. É pronome adjetivo, funcionando sempre como adjunto adnominal.

Que nota baixa!

ADVÉRBIO DE INTENSIDADE
Em frases exclamativas, quando modifica um adjetivo. Equivale a QUÃO. Sintaticamente, funciona como adjunto adverbial de intensidade.

Que bela estava a noite!

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONSECUTIVA
Quando incia oração subordinada adverbial consecutiva. Veja prova resolvida com este assunto em português na prática - AOCP PRODEB 2008.

Minha mão tremia tanto que mal podia escrever. (A consequência de estar com a mão tremendo é não poder escrever)

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE
Quando inicia oração subordinada substantiva. Descubra, neste blog, o macete para detectar este tipo de oração. Veja prova resolvida com este assunto em português na prática - CESGRANRIO PETROBRÁS 2008.

Pedi-lhe que me desculpasse. (que me desculpasse = oração subordinada substantiva)

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CAUSAL
Quando incia oração subordinada adverbial causal. Veja prova resolvida com este assunto em português na prática ESAF ANA 2009.

Não vou à praia que o tempo está feio. (A causa de não ir à praia é o tempo feio)

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA COMPARATIVA
Quando incia oração subordinada adverbial comparativa. Veja prova resolvida com este assunto em português na prática CESPE SERPRO 2008.

Os pedestres se cruzavam pela rua que nem formigas apressadas. (comparação dos pedestres com as formigas)

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA CONCESSIVA (Concessiva do verbo conceder)
Quando introduz uma oração subordinada adverbial concessiva. Equivale a EMBORA. Veja prova resolvida com este assunto em português na prática ESAF ANA 2009.

Dez minutos que fossem, para mim, seria muito tempo. (na ordem direta: seria muito tempo embora fossem dez minutos)

CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA FINAL
Quando inicia uma oração subordinada adverbial final. Equivale a PARA QUE. Veja prova resolvida com este assunto em português na prática FCC TRT/RS 2011.

Fiz-lhe sinal que se calasse. (....para que se calasse)

CONJUNÇÃO COORDENATIVA EXPLICATIVA
Quando inicia uma oração coordenada sindética explicativa. Veja a diferença entre oração subordinada adverbial causal e oração coordenada sindética explicativa.

Não solte balões, que podem causar incêndios.

CONJUNÇÃO COORDENATIVA ADVERSATIVA
Quando inicia oração coordenada sindética adversativa (pouco usual). Equivale a MAS.

Diga isso a ele, que não a mim. (..., mas não a mim)

INTERJEIÇÃO
Com ponto de exclamação e acento circunflexo.

Quê! Você não viu aquilo?!

PREPOSIÇÃO ACIDENTAL
Quando equivale a outra preposição, geralmente DE.

Tenho que sair agora.

PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
Quando pode ser retirado da frase sem alterar-lhe o sentido ou a análise.

Há dois dias que não saio.
Nós é que não iremos. (pertence a uma locução expletiva)

SUBSTANTIVO
Quando vem determinado por um termo qualquer. Deve ser acentuado e tem função sintática.

Ela tem um quê especial.

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sábado, 15 de outubro de 2011

PREPOSIÇÃO

Palavra invariável que relaciona dois termos em uma frase, onde o sentido do primeiro (antecedente) é explicado ou completado pelo segundo (consequente). Entre eles pode haver relação de assunto, causa, companhia, especialidade, direção, finalidade, falta, instrumentos, lugar, meio, posse, modo, oposição, matéria, origem, tempo.

Vamos a alguns exemplos:
Viajei com Pedro (companhia)
Começaram a surgir argumentos contra eles (oposição)
Morreu de fome (causa)
O carro de Ana Lúcia consome muito combustível (posse)
Trabalha para viver (finalidade)
Conversavam alegremente sobre os acontecimentos do dia (assunto)
Eu me formei em Processamento de Dados (especialidade)
O sol subia no céu azul sem nuvens (falta)
Olhe para frente (direção)
Feriu-se com uma faca (instrumento)
Os Garcias entraram em casa calados (lugar)
Viajei de avião (meio)
Trabalhemos com alegria (modo)
Era uma casa de tijolos (matéria)
Descendia de família ilustre (origem)
Viajei durante as férias (tempo)

FORMA DAS PREPOSIÇÕES
Quanto à forma, as preposições podem ser:
a) SIMPLES, quando expressas por um só vocábulo.
As preposições SIMPLES podem ser essenciais ou acidentais.
Essenciais
a, ante, até, após, com, contra, de, desde, em, entre, para perante, por, sem, sob, sobre, trás
Acidentais
conforme = de acordo com
consoante, segundo, durante, mediante, visto = devido a, por cause de
como
b) COMPOSTAS (ou locuções prepositivas), quando constituidas de dois ou mis vocábulos, sendo o último deles uma preposição simples (geralmente de).
São LOCUÇÕES PREPOSITIVAS:
abaixo de
acerca de
acima de
a despeito de
adiante de
a fim de
além de
antes de
ao lado de
ao redor de
a par de
ao encontro de
apesar de
a respeito de
atrás de
através de
de acordo com
debaixo de
de cima de
defronte de
dentro de
depois de
diante de
de encontro a
embaixo de
em cima de
em frente a
em frente de
em lugar de
em redor de
em torno de
em vez de
em virtude de
graças a
junto a
junto de
em atenção a
para baixo de
para cima de
para com
perto de
por baixo de
por causa de
por cima de
por detrás de
por diante de
por entre
por trás de

COMBINAÇÕES E CONTRAÇÕES
As preposições a, de, em e per (por) unem-se com outras palavras, formando um só vocábulo. Há combinações quando a preposição se une sem perda de fonema; se a preposição sofre queda de fonema, haverá contração.
* A preposição a combina-se com os artigos e pronomes demonstrativos o, os e com o advérbio onde, dando: ao, aos, aonde.
* As preposições a, de, em, per contraem-se com os artigos e, algumas delas, com certos pronomes e advérbios. Eis alguns exemplos:
a + a = à
a + as = às
a + aquele = àquele
a + aquela = àquela
a + aquilo = àquilo
de + o = do
de + ele = dele
de + este = deste
de + isto = disto
de + aqui = daqui
em + esse = nesse
em + o = no
em + um = num
em + aquele = naquele
per + o = pelo

Obs: Na fala popular, registram-se ainda as seguintes contrações: coa (com + a), coas (com + as), pro (para + o), pros (para + os), pra (para + a), pras (para + as) e dentre (de + entre).


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quarta-feira, 9 de março de 2011

ARTIGOS

São palavras que antepomos aos substantivos para dar um sentido determinado ou indeterminado. Indicam, ao mesmo tempo, o gênero e o número deles. Dividem-se em:

1 - DEFINIDOS
o, a os, as (determinam os substantivos, seres definidos)

2 - INDEFINIDOS
um, uma, uns, umas (os substantivos são indeterminados, seres indefinidos)

Observem o diálogo abaixo:
- Alô, Dona Elza? É Carlos.
- Desculpe, foi engano. A Elza não mora aqui.
- A senhora poderia me dar um número de telefone dela?
- Eu não sei.
- Obrigado.

Observem que quando Carlos ouve a mulher dizer: "A Elza não mora aqui" significa que ela conhece a Elza. E quando ele pergunta sobre um número de telefone, ele não sabe de onde será, mas precisa falar com ela.

Os artigos podem unir-se às preposições a, de, em e por, formando combinações e contrações antes de substantivos:

MASCULINOS
ao, aos, do, dos, no, nos, pelo, pelos, num, nuns

FEMININOS
à, às, da, das, na, nas, pela, pelas, numa, numas

Exemplos:
Procuro uma casa para morar. (uma casa qualquer)
Comprei a casa do meu amigo. (a casa já é conhecida)

Tive um pneu furado; perguntei a um guarda onde havia um borracheiro.
Consertei o pneu; agradeci ao guarda e paguei ao borracheiro.


- ALGUMAS SITUAÇÕES EM QUE VOCÊ DEVE USAR O ARTIGO

1) antes de qualquer substantivo comum: a cidade, o lápis, um giz, uma flor
2) antes de nomes de pessoas, na linguagem familiar, ou quando existe amizade íntima: o Fernando, a Renata
3) antes de nomes próprios de lugar: o Brasil, o Tocantins. Algumas exceções: Portugal, Sergipe, Pernambuco, São Paulo, Santa Catarina, Mato Grosso, etc.
4) antes de nomes de mares, rios, montes e constelações: o oceano pacífico, o mar morto, o Amazonas, etc.
5) antes de nomes de cidade quando acompanhadas por modificador: a Roma dos Césares, a velha Lisboa, etc.
6) antes de nomes próprios de obras de arte: a Íliada, a Divina Comédia, Os Sertões, etc.
7) antes de nomes próprios de embarcações: o Barroso (navio), a Gustavo Sampaio (fragata), etc.

- ALGUMAS SITUAÇÕES EM QUE VOCÊ NÃO DEVE USAR O ARTIGO

1) antes de substantivo tomado indeterminadamente: Não vou a teatro
2) antes de nomes de pessoas célebres ou de personagens de romances: Machado de Assis é o maior nome da literatura brasileira.
3) antes de nomes de pessoas citadas por inteiro: Joaquim Loureiro Cruz era homem severo.
4) antes de nomes de cidades:Lisboa, Coimbra, São José do Rio Preto. Há exceções: o Porto, o Rio de Janeiro, o Cairo.
5) antes de nomes de parentescos modificados por possessivo: meu pai, minha tia, sua prima.
6) antes da palavra casa quando indica lar, residência própria de quem fala ou daquele a quem se faz referência: Fui a casa para buscar dinheiro.
7) antes da palavra terra, quando antônimo de bordo: Chegamos a terra depois de um breve cruzeiro pelo Pacífico.
8) antes da palavra palácio, quando significa gabinete de trabalho de chefe de governo: O governador despachou em palácio.
9) antes de pronomes de tratamento: Vossa Excelência está atrasado.
10) antes dos pronomes relativos cujo, cuja, cujos, cujas: Este é o pai cujo filho está servindo na Marinha.

- QUANDO VOCÊ DEVE REPETIR O ARTIGO

1) quando os termos são antônimos: o dia e a noite.
2) quando os elementos coordenados designam diferentes pessoas ou coisas: O governador e o secretário do Interior participaram da reunião extraordinária.
3) quando se quer dar ênfase aos elementos coordenados: O amor, a afetividade, os afagos - tudo nela era perfeito.
4) na distinção de gênero e número: o pai e as filhas

- O USO FACULTATIVO DO ARTIGO

1) Antigamente os nomes Europa, Ásia e África não eram acompanhados de artigo, Tais nomes, assim como os de alguns países, quais Espanha, França, Inglaterra, Escócia, Holanda e Flandres, podem vir desacompanhados de artigo, quando regidos de preposição. Assim: Vim de Europa ontem. Morei em Holanda muito tempo. Ela chegou de França há pouco. Estivemos em Éscócia o ano passado.
2) Não se tratando de nomes de parentesco, é facultativo o emprego do artigo antes de
possessivos. Assim, podemos usar: meu caderno (ou o meu caderno); minha amiga (ou a minha amiga), etc. No entanto, é comuníssimo no Brasil: o meu pai, a minha mãe, etc. Temos de convir, no entanto, que o uso do artigo, nestes casos, imprime afetividade à expressão.

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