sábado, 24 de dezembro de 2011

ANÁLISE DE ORAÇÕES

O objetivo deste artigo é fazer o concurseiro relembrar os diversos assuntos vistos neste blog. E isso será feito pela análise de orações. Será explorado todo tipo de assunto, de acordo com as orações apresentadas. Qualquer dúvida, voltem a eles neste blog para esclarecimentos.


ORAÇÃO 1 
Este aluno obteve ontem uma boa nota.

ANÁLISE: 
Frase composta de uma oração, portanto de período simples.
Sujeito simples: Este aluno
Este é adjunto adnominal
Aluno é o núcleo do sujeito
Gramaticalmente, este é pronome demonstrativo e aluno é substantivo.

Predicado: obteve ontem uma boa nota.
Verbo transitivo direto: obteve (transitivo direto porque é ligado ao seu complemento de forma direta, sem auxílio de uma preposição)
Adjunto adverbial de tempo: ontem
Objeto direto: uma boa nota
Uma e boa são adjuntos adnominais
Gramaticalmente, obteve é verbo (3a pessoa), ontem é advérbio de tempo, uma é artigo indefinido, boa é adjetivo e nota é substantivo.

Não há pontuação porque a frase está toda na ordem direta.


ORAÇÃO 2
O homem que mente sente, normalmente, dor na consciência. 

ANÁLISE:
Frase composta de duas orações, portanto de período composto.
Oração principal: O homem sente, normalmente, dor na consciência.
Oração subordinada adjetiva restritiva: que mente

ORAÇÃO PRINCIPAL:
Sujeito simples: O homem
Núcleo do sujeito: homem
Adjunto adnominal: O
Gramaticalmente, o é artigo definido e homem é substantivo

Predicado: sente, normalmente, dor na consciência
Verbo transitivo direto: sente (3a pessoa do singular do presente do indicativo do verbo sentir)
Adjunto adverbial de modo: normalmente
Objeto direto: dor
Adjunto adverbial de lugar: na consciência
Gramaticalmente, sente é verbo (3a), normalmente é advérbio de modo, dor é substantivo abstrato, na é a contração da preposição em + artigo definido feminino a e consciência é substantivo que leva acento porque é palavra paroxítona terminada em ditongo.

Há vírgulas separando normalmente por que é um termo deslocado, fora de ordem.

ORAÇÃO SUBORDINADA:
Ela é subordinada, pois depende da oração principal.
Ela é adjetiva, porque faz a função de um adjetivo: mentiroso
Substituindo: O homem mentiroso sente, normalmente, dor na consciência.
Ela é restritiva, porque não está separada por vírgulas, esclarecendo que não são todos os homens que mentem. Há aqui uma restrição.

CURIOSIDADE-1: As orações subordinadas adjetivas que são separadas por vírgulas são chamadas de Orações subordinadas adjetivas explicativas.
CURIOSIDADE-2: As orações subordinas adjetivas são iniciadas por pronomes relativos.

Sujeito simples: que (refere-se a homem, ou seja, o homem mente)
Predicado: mente (Verbo intransitivo, pois não precisa de complemento)
Gramaticalmente, o que é pronome relativo e mente é verbo na 3a pessoa do singular do presente do indicativo.




ORAÇÃO 3
Comprei a consciência de que sou homem de coragem

ANÁLISE:
Frase composta por duas orações (2 verbos), portanto de período composto.

Oração principal: Comprei a consciência
Oração subordinada substantiva completiva nominal: de que sou homem de coragem (Comprei a consciência DISSO)

ORAÇÃO PRINCIPAL
Sujeito oculto: Eu

Predicado: Comprei a consciência (predicado verbal)
Verbo transitivo direto: comprei (1a pessoa do singular do pretérito perfeito do verbo comprar)
Objeto direto: a consciência (gramaticalmente, consciência é substantivo e acentua-se por ser paroxítona terminada em ditongo)

ORAÇÃO SUBORDINADA:
Sujeito oculto: Eu

Predicativo do sujeito: homem de coragem (gramaticalmente, homem e coragem são substantivos)
Adjunto adnominal: de coragem (locução adjetiva)
Predicado nominal: sou homem de coragem (verbo de ligação + predicativo do sujeito)

Sentiu alguma dificuldade nessas análises?
Gostou da abordagem?
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