sexta-feira, 30 de outubro de 2009

CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES

Em http://portuguesnaveia.blogspot.com/2009/02/analise-sintatica.html (ANÁLISE SINTÁTICA), já falamos um pouco sobre frase, oração e período. Agora, preocupar-nos-emos apenas com a classificação das orações. As orações podem ser coordenadas ou subordinadas.

ORAÇÃO COORDENADA

É a oração que se une a uma outra , também coordenada, sem lhe representar um termo sintático. É, portanto, independente. Podem ser:

ASSINDÉTICAS - Se estiverem, simplemente, justapostas, isto é, colocadas uma ao lado da outra, sem qualquer conectivo que as enlace:
Será uma vida nova, / começará hoje, / não haverá nada pra trás.

SINDÉTICAS - Quando se prendem às outras pelas conjunções coordenativas:
A Grécia seduzia-o, / mas Roma dominava-o.

As Sindéticas classificam-se em:
Aditivas - Expressam adição, sequencia de fatos ou pensamentos.
A doença vem a cavalo e volta a pé.
Adversativas - Exprimem contraste, oposição, ressalva.
A espada vence, mas não convence.
Alternativas - Exprimem alternância, alternativa, exclusão.
Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.
Conclusivas - Expressam conclusão, dedução, consequencia.
Raimundo é homem são, portanto deve trabalhar.
Explicativas - Exprimem explicação, motivo, razão.
Leve-lhe uma lembraça, que ela aniversaria amanhã.

ORAÇÃO SUBORDINADA

É a oração que representa um termo sintático de uma outra oração, que se diz principal. Podem ser:
Substantivas - Exercem as funções próprias do substantivo (sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal, aposto).
Peço / que desistas.
Adjetivas - Exercem a função dos adjetivos (adjunto adnominal).
Pessoa / que mente / não merece fé. (pessoa mentirosa)
Adverbiais - Exercem a função dos advérbios (adjunto adverbial).
Chegamos / quando anoitecia.

SUBSTANTIVAS

Um método prático para identidicar este tipo de oração é trocando-a pelo pronome ISSO. Classificam-se em:
Subjetivas, quando exercem função de sujeito:
É certo / que a presença do dono o sossegava um pouco.
(ISSO é certo)

Objetivas diretas, quando exercem a função de objeto direto:
Respondi-lhe / que já tinha lido a receita em qualquer parte.
(Respondi-lhe ISSO)

Objetivas indiretas, quando exercem a função de objeto indireto:
Não me esqueço / de que estavas doente / quando ele nasceu.
(Não me esqueço DISSO ...)

Completivas nominais, quando exercem a função de complemento nominal:
Ele tem a mania / de que alho faz bem à saúde!
(Ele tem a mania DISSO)

Predicativas, quando exercem a função de predicativo:
A verdade é / que eu ia falar outra vez de Noêmia.
(A verdade é ISSO)

Apositivas, quando exercem a função de aposto:
Só dizia uma coisa: / que venceria os obstáculos.
(Só dizia uma coisa: ISSO)

Agentes da passiva, quando exercem a função de agentes da passiva.
O quadro foi comprado / por quem o fez.
(O quadro foi comprado por ISSO)

ADJETIVASSão orações iniciadas por pronome relativo. Podem ser:

Orações subordinadas adjetivas restritivas
Há saudades que a gente nunca esquece.

ATENÇÃO!! Essas orações restringem, limitam a significação do antecedente e não podem vir entre vírgulas.

Orações subordinadas adjetivas explicativas
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria.

ATENÇÃO!! Essas orações explicam, esclarecem o termo antecedente e devem ser separadas por vírgulas.


ADVERBIAIS

Classificam-se de acordo com as conjunções que as introduzem. Podem ser, segundo Cegalla:

Causais
- exprimem causa, motivo, razão:
O tambor soa porque é oco.


Comparativas
- representam o segundo termo de uma comparação:
Certos cantores gesticulam mais do que cantam.

O esquilo é tão ágil quanto o macaco.


Concessivas
- exprime um fato que se concede em oposição ao da oração principal:
Embora não possuísse informações seguras
, ainda assim arriscou uma opinião.


Condicionais
- exprimem condição, hipótese:
Que diria o pai se soubesse disso?


Conformativas
- exprimem conformidade de um fato com outro:
Consoante opinam alguns
, a História se repete.


Consecutivas
- exprimem uma consequência, um efeito ou resultado:
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.


Finais
- exprimem finalidade, objetivo:
Fiz-lhe sinal que se calasse.


Proporcionais
- denotam proporcionalidade:
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai diminuindo.


Temporais
- indicam o tempo em que se realiza o fato na oração principal:
Sempre que vou à cidade
, passo pelas livrarias.


Modais
- exprimem modo, maneira: (não estão consignadas na NGB)
Entrou na sala sem que nos comprimentasse.


Locativas
- equivalem a um adjunto adverbial de lugar e são iniciadas pelo advérbio onde que pode vir precedido de preposição: (não são mencionadas na NGB)
Venha por onde eu passar.



ORAÇÃO COORDENADA SINDÉTICA EXPLICATIVA X ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CAUSAL
Observem os exemplos e vejam o que primeiro acontece neles:

1) O tambor soa porque é oco 2) Não vou à praia que o tempo está feio 3) Não saia agora, que vai chover 4) Ela chorou, que eu vi
Os exemplos 1 e 2 são de orações subordinadas adverbiais causais. A causa acontece primeiro e depois vem o efeito dela.

Primeiro o tambor é feito com uma forma oca.
Depois o som que ele produz ecoa.
Primeiro o tempo fica feio
Depois eu resolvo não ir à praia

As vírgulas, nestes casos, não aparecem porque estão no sentido direto (principal+subordinada). Se houver anteposição, a vírgula será obrigatória.

Os exemplos 3 e 4 são de orações coordenadas sindéticas explicativas. A explicação acontece depois.

Primeiro eu não saio
Depois vai chover
Primeiro ela chora
Depois eu vejo (a causa do choro é outra: uma queda, uma emoção, mas ela não chora porque eu vejo)

As vírgulas nestes casos são obrigatórias.



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20 comentários:

Pesquisas disse...

Parabéns seu blog vai ajudar muito os concurseiros,espero construir muito conhecimeno com este blog.http://concurseirodobrazil.blogspot.com/

Theresa disse...

ameiiiiiiiiiiii
parabéns :D

Allyne disse...

Nossa adoreiiiii!
To começando a estudar e esse Blog irá me ajudar d+....Parabéns :D

Raquel disse...

moises, te add no orkut, tentei te deixar recado ,mas não deu....acompanho sempre seu blog, estudo port contigo hehehehe brigada
sou a quel

Anônimo disse...

AMEII SEU TEXTO, ME AJUDOU MUITO NA PROVA

Anônimo disse...

Olá,

nessa oração:

Respondi-lhe / que já tinha lido a receita em qualquer parte.
Porque objetiva direta?

se o verbo responder é VTI?
obrigada!

Moisés disse...

Porque a oração tem a função sintática de objeto direto. Um método prático é tentar substitui-la pelo pronome ISSO. Se couber, observe sua função sintática:

Respondi-lhe / ISSO (ISSO é objeto direto, portanto a oração seria substantiva objetiva direta)

CUIDADO: O verbo responder nem sempre é VTI apenas. Neste caso ele é VTDI.

Veja abaixo:

Responder

É transitivo direto e indireto, com objeto direto de coisa e indireto de pessoa:
O senador respondeu ao jornalista que o projeto do governo sofreria emendas.
Respondeu-lhe que o projeto do governo sofreria emendas.
Neste caso, admite o pronome lhe.

É transitivo indireto em resposta a uma carta, a uma pergunta, a um questionário.
Mônica não responde às minhas cartas
Mônica não responde a elas
Neste caso, não admite o pronome lhe.

É transitivo direto para exprimir a resposta:
O homem respondeu qualquer coisa de ininteligível
Neste caso, aceita a voz passiva.
Qualquer coisa foi respondida pelo homem.

É transitivo indireto na acepção de ser ou ficar responsável (rege a preposição por):
Cada um responde pelos seus atos.

Veja regência dos verbos em http://portuguesnaveia.blogspot.com/2008/05/regncia.html

Reinaldo disse...

Sr.Moisés
em relação a forma interrogativa cadê,eu aprendi que é uma forma errada de se dizer (ONDE ESTÁ?)
porem,eu pesquisei no VOLP e me parece que a academia admite o uso dessa palavra.
está certo?

Moisés disse...

Reinaldo, se o VOLP disse, está dito. É isso aí.
Um abraço e continue estudando e participando aqui no blog.

Anônimo disse...

qual a classificação da oração : Creio estar bem de saúde ? dá para perceber que não tem conjunção então estou pensando que é um Período Simples, estou correta? me ajude!!!

Moisés disse...

Cuidado, pois, quando não há conjunção, pode ser oração reduzida e este é o caso da frase exposta: Ela é ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA INDIRETA REDUZIDA DE INFINITIVO. Veja como seria a forma normal:

Creio em que estou bem de saúde.
(CREIO NISSO)

Espero ter ajudado.

Anônimo disse...

show de bola rapaz
Obrigado pela força !!!

Yasmim Fernandes disse...

No primeiro parágrafo onde tem em negrito subordinas ou coordenadas, *coordenadas" ta escrito "coodenadas" :))

Moisés disse...

Obrigado, Yasmin! Continue estudando e colaborando para fazermos um blog cada vez melhor.

Gustavo Oliveira disse...

2014 muintas duvidas

Moisés disse...

Vamos tirar essas dúvidas? Vou começar dizendo que a palavra muitas não tem n.

Emília disse...

Oi Moisés, bom dia. A oração: "O objetivo é evitar erros que possam comprometer a boa qualidade de vida da cidade." é uma subordinada reduzida? Por quê? Pode me ajudar? Um abraço.

Moisés disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Moisés disse...

Oi Emília! De uma forma prática, a oração reduzida não apresenta a conjunção integrante e o verbo vem expresso em uma das formas nominais, no caso, infinitivo. Vamos analisar todas as orações do período e tentar desenvolvê-la para sua melhor percepção:

Oração principal: O objetivo é
Oração subordinada substantiva predicativa reduzida de infinitivo: evitar erros
Oração subordinada adjetiva restritiva: que possam comprometer a boa qualidade de vida da cidade.

Desenvolvendo a reduzida temos:

O objetivo é que se evitem erros...

Esta é uma questão que apresenta mais detalhes como o aparecimento da voz passiva sintética no desenvolvimento da oração reduzida. Podemos passar esta oração para voz passiva analítica:

O objetivo é que erros (...) sejam evitados

Questão bonita. Qualquer dúvida, estou à disposição e espero conseguir ajudar.

Moisés disse...

Faltou a vírgula antes do vocativo: Oi, Emília! Kkk...